segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

É HOJEEEE!!!! BRINDES, SORTEIOS E BRINCADEIRAS PRA QUEM ESTIVER ONLINE!

PLANTÃO DO CARNAVAL INFORMA: Segunda-feira (HOJE), às 20 horas, eu, Eddie Van Feu e Renato Rodrigues estaremos na página Folia Literária com sorteios e brindes em brincadeiras e Quizz!
Se você estiver sóbrio, apareça lá na página:
https://www.facebook.com/events/214103138929395/


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Os filmes do Oscar – SICARIO: TERRA DE NINGUÉM (três indicações)


Por Ricky Nobre



A guerra às drogas sempre foi tema no cinema. Os filmes de gangster no início da década de 30 faziam enorme sucesso enquanto a Lei Seca vigorava, e mesmo depois de décadas, filmes continuaram sendo feitos sobre o período. Narcotraficantes foram grandes vilões de filmes de ação, principalmente a partir da década de 80. Nos últimos anos, as mais diversas produções foram realizadas apenas sobre um traficante em particular, Pablo Escobar, entre filmes, séries e novelas. Porém, desde o início desta década, a discussão sobre a guerra às drogas mudou de rumo. Líderes mundiais, sociólogos, especialistas em segurança e saúde pública e até a ONU apontam o que não se pode mais negar: a guerra às drogas, travada moderadamente por todo o século XX, mas intensificada de verdade a partir da iniciativa de Nixon em 1971, falhou e está perdida.


Sicario talvez seja o primeiro grande filme americano a problematizar o assunto de alguma forma. Kate (Emily Blunt) é uma agente do FBI especializada em situações com reféns que acaba descobrindo uma casa com dezenas de corpos emparedados, numa operação que também acabou matando alguns policiais. Ela então é convidada a participar de uma força especial de combate ao narcotráfico que estaria na pista dos verdadeiros culpados pelo o que houve na casa. Inicialmente informada de que operariam na cidade americana de El Paso, próximo à fronteira mexicana, ela e a equipe rumam para o México e tudo que se passa dali em diante está fora de seu controle. Praticamente todas as ações executadas pela tropa podem ser consideradas ilegais e Kate continua sem saber qual a sua função ali, além de entrar em acaloradas discussões com os coordenadores da missão, tendo em vista a flagrante ilegalidade de tudo. 


Dependendo da sensibilidade e das visões do espectador sobre narcotráfico, guerra urbana, segurança pública e estado de direito, a percepção sobre Sicario pode mudar bastante. É inegável a habilidade do diretor Denis Villeneuve em criar uma atmosfera incrivelmente tensa, onde, ao lado de Kate, não sabemos de nada do que está acontecendo, enquanto todos os demais envolvidos parecem ter total domínio da situação. Todas as iniciativas de Kate em agir dentro da legalidade são podadas ou desencorajadas, sob o ponto de vista de que são totalmente inócuas, o que ela mesma chega a admitir a certa altura. Toda a sensação não é a de uma operação policial, mas militar, agindo com legalidade discutível em território estrangeiro. 


O tom do filme não é, em momento algum, panfletário, muito pelo contrário. Cabe ao espectador indignar-se e horrorizar-se ao lado de Kate ou simpatizar com os que prosseguem firmes no propósito de enfraquecer o absurdo poderio do tráfico a qualquer custo, não importando os métodos. Por fim, o que fica acima de discussão é a imagem de um governo norte americano que prossegue vigoroso numa guerra que diversos países já começam a reconhecer como ultrapassada, brutal e impossível de vencer.

INDICAÇÕES AO OSCAR
Fotografia: Roger Deakins
Música original: Jóhann Jóhannsson
Edição de som

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Os filmes do Oscar - PERDIDO EM MARTE (sete indicações)



ROBINSON CRUSOÉ EM MARTE, MAS SEM SEXTA FEIRA
 por Antero Leivas


Quase isso. Perdido em Marte, o mais recente trabalho de Ridley Scott no espaço traz a saga do herói solitário Mark Watney, ocupando o planeta vermelho entre passeios e, não muito exitosas, plantações de batatas. 

Dado como morto após uma missão espacial, um astronauta tem de sobreviver noutro planeta, enquanto o resgate não chega. E ponto. A trama é essa, nada além.


O maestro Scott, apesar do ambiente familiar encontra-se bem distante de seus brilhantes clássicos Alien e Blade Runner, contudo The Martian baseado fielmente, sabiamente enxuto dos dados botânicos, químicos e matemáticos, no best-seller de Andy Weir, diverte. E muito. Uma odisseia espacial pra sessão da tarde nenhuma botar defeito; um Gravidade menos denso ou um Os Eleitos menos solene. O gênero "sci-fi quase realista" sempre rende bons espetáculos e esse não é exceção. 


Com um vigoroso elenco de apoio, portando nomes que vão de Chiwetel Ejiofor a Sean Bean, passando por Jeff Daniels e Mackenzie Davis, além de cenas espaciais de tirar o fôlego, Perdido em Marte cumpre o que promete, sem grandes surpresas, mas agradando ao grande público inevitavelmente. Matt Damon numa interpretação madura, na pele do astronauta perdido no espaço dialoga o tempo todo com o público/câmera da nave levantando um tom de humor impecável, sem excessos. Além do apelo político pra lá de estratégico, incluso no simpático apoio do governo chinês, o destaque vai também para a trilha sonora, preferência musical cafonérrima da capitã Melissa Lewis, vivida por Jessica Chastain, mas surpreendendo no momento certo com Starman do recém-saudoso David Bowie.


Um filme comedido com interpretações comedidas junto a um roteiro comedido e uma direção experiente. Nada demais, porém extremamente agradável de ver.

Sete indicações para o Oscar. Não deve levar nenhum.

INDICAÇÕES AO OSCAR

Melhor filme
Ator: Matt Damon
Roteiro adaptado: Drew Goddard 
Edição de som
Mixagem de som
Direção de Arte
Efeitos Visuais

FOLIA LITERÁRIA!!! APROVEITE ÓTIMOS LIVROS A PREÇOS BAIXOS NO CARNAVAL!

Eu não falei que nossa folia estava só começando! Estamos participando da FOLIA LITERÁRIA. São vários autores nacionais desfilando com seus livros com preços baratinhos, brindes e brincadeiras, todos organizados pelas nossas rainhas da bateria, Tatiane Durães e Camila Pelegrini!
Mas a alegria é só até quarta-feira de cinzas, como manda o Rei Momo!
Confira aqui as PROMOS, CLIQUE AQUI! 




CONFIRA AS SUPER PROMOÇÕES DURANTE O CARNAVAL! APROVEITE!

Os Dragões de Titânia, do autor Renato Rodrigues.



Sinopse:
Estabelecidos agora na capital como uma ordem militar, os Dragões de Titânia enfrentarão um ex-amigo em busca de vingança, enquanto desvendam uma conspiração contra o Imperador de Titânia. Se você tiver coragem de prosseguir, irá conhecer uma história de magia e heroísmo repleta de seres fantásticos e dragões. E é sobre dragões que eu gostaria de falar. Sobre dragões e sobre 12 Armas Mágicas criadas por eles para combater um inimigo de toda a criação. E também sobre uma família que se formou sem ter nada em comum. Igualzinha a sua!
Skoob (A Batalha de Argos, Vol I)

Skoob (A Queda de Cesar, Vol II)

* ATENÇÃO.
O Volume 1 não está na promoção anunciada pelo autor, pois está esgotado com ele.
Link para Amazon: (apenas 1 exemplar) http://zip.net/bssQ1p (R$24,00)
Link para o Submarino: http://zip.net/bdsRcJ (R$17,00)

Como comprar os outros: www.linhastortas.com


Alcateia, de Eddie Van Feu


Sinopse:
Acompanhe a história do jovem Phillipe, um mestiço que vive numa comunidade de homens-lobo. Entre o preconceito e a amizade, o fracasso e a esperança, você poderá compreender e se encantar com este mundo mágico de elementais e bruxas, humanos e lobisomens.

COMO COMPRAR: www.linhastortas.com
CRÔNICAS DE LEEMYAR 1 e 2, de Eddie Van Feu


Sinopse (O Necromante - Vol I):

Leemyar é uma daquelas cidades pela qual todos passam, mas ninguém lembra. Guerreiros, cobradores, aventureiros, sacerdotes, magos e mercenários de toda a espécie que lá chegam, raramente encontram motivos pra ficar. Mas se você souber procurar, Leemyar pode ter muito a oferecer, como ruínas assombradas, um objeto amaldiçoado e um inimigo que traz desafios muito além da morte. Num lugar por onde tantos passam e tão poucos ficam, um grupo de jovens com pouco em comum se une para um trabalho simples: a captura de um mago perigoso, inimigo da cidade. Talvez tenha sido o destino que uniu Vanna, Groulf, Romano e Dirk numa cidadezinha onde nada acontecia, ou talvez os deuses estivessem tramando alguma coisa... Sim, talvez tenha sido o destino, ou quem sabe os deuses que tenham unido essas pessoas...
O mais provável, porém, considerando tudo o que aconteceu depois na cidade – e isso inclui os zumbis – é que os deuses e o destino estivessem distraídos, pois se tivessem prestado mais atenção, com certeza teriam impedido essas pessoas de se encontrarem...

Sinopse (A Espada dos Dragões - Vol II):

Nessa aventura, o grupo conhecido como High Honors deixa a pacata cidade de Leemyar para uma viagem à Serenidad, uma encantadora cidade de jogos, teatro e ilusão, onde aprenderão que nem tudo é o que parece.
Enquanto Romano e Dirk tentam encontrar um desfecho na sombria cidade de Áquila da Noite, Groulf e Peter Paul precisam se colocar à prova, enquanto Vanna faz novos amigos e novos inimigos. Uma espada mágica e o contato com dragões dá um rumo inesperado à história, abrindo portas que não podem mais ser fechadas.
Sombras do passado acabam por encobrir o presente, que se descortina com desafios inesperados: rapto de elfos, a busca por uma cura, a tentativa de consertar o passado, tráfico de escravos, dragões e inimigos ocultos levarão nossos amigos muito mais longe do gostariam e de onde talvez não consigam retornar.
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/316068ED354037
COMO COMPRAR: www.linhastortas.com


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os filmes do Oscar – EX MACHINA, INSTINTO ARTIFICIAL (duas indicações)


Por Ricky Nobre



A ideia da mera possibilidade da criação de inteligência artificial gera enorme fascínio e temor. A ficção científica aproveitou-se muito bem desse dilema moral e ético, onde o ser humano se coloca no papel de criador de uma nova espécie, a geração de intelecto a partir de intelecto. Desde Metropolis (1926), passando por 2001, Um Odisseia no Espaço (1968), chegando a A.I. (2001) e Ela (2014), a criação de robôs inteligentes e sencientes vem sendo retratada como um dilema ético tanto do ponto de vista do perigo que isso traz para a humanidade quanto para os próprios seres criados, tratados como objetos embora tenham a capacidade de pensar, sentir e sofrer. 


Nathan (Oscar Isaac , o Poe Dameron de Star Wars VII) é uma celebridade/gênio estilo Steve Jobs, dono da Blue Book, o maior search engine da internet. Caleb (Domhnall Gleeson , o General Hux de Star Wars VII, olha só que coincidência) é um programador que ganha um concurso para conhecê-lo em sua propriedade escondida de todos, tendo a honra de passar uma semana da companhia do patrão gênio e dividir ideias, drinks e, quem sabe, poder impressionar positivamente o dono da empresa. Logo no primeiro dia, Caleb descobre que, se aceitar assinar um contrato de confidencialidade, ele poderá participar de um projeto absolutamente revolucionário. Assim que aceita, descobre que foi selecionado para avaliar  a inteligência artificial que Nathan criou na forma da robô Ava (Alicia Vikander). Caleb conduzirá uma série de entrevistas e conversas com Ava e decidirá se de fato há inteligência real. Desnecessário dizer que o fascínio de Caleb é absoluto.




Basicamente, só há quatro personagens em cena, sendo Kyoko (Sonoya Mizuno), a calada e submissa secretária/capacho de Nathan, a quarta. Com tanta atenção concentrada em tão poucos, o roteiro de Alex Garland (roteirista estreando como diretor) se sai muito bem ao criar seus personagens, ainda que baseados em tipos, de certa forma clichês, como o gênio egocêntrico e cretino, o empregado tímido, porém sagaz e a robô aparentemente fria com algo de humano por trás. Diretor e elenco trabalham com muita inteligência esses personagens e criam uma atmosfera de constante dúvida, desconfiança, medo e paranoia. 
 

Nathan parece não ter quaisquer questões éticas no que se refere ao ser que criou e assumir quaisquer responsabilidades quanto às emoções que sua criação possa ter. De fato, a certo ponto, Nathan dispara: “No futuro, os A.I olharão para nós como hoje olhamos para fósseis”. Nathan parece ter consciência de que sua criação pode significar o início do fim da humanidade, mas ele realmente não liga. O importante é que ele é capaz de criá-la e nada o impedirá. Em contrapartida, Caleb tenta desvendar o mistério de Ava, e a cada entrevista fica mais claro que tanto ela quanto ele correm perigo ali. Ava parece temer genuinamente seu destino conforme os dias vão passando, pois se falhar na avaliação de Caleb ela pode deixar de existir.


 Como diversas histórias sobre seres e inteligências artificiais, a moral e a ética dos criadores e a consciência e a essência das criaturas entram em conflito com o outro e em si mesmos. Os rumos da trama podem surpreender alguns, mesmo que diversas possibilidades de “virada” de trama passem pela cabeça do espectador, tal a atmosfera de paranoia que se espalha no filme. Uma produção incrivelmente simples onde praticamente todo o dinheiro foi reservado para os sofisticados efeitos especiais, Ex Machina é uma experiência estimulante, assustadora e claustrofóbica. É ficção científica com a qualidade que não se vê há muito tempo no cinema.

INDICAÇÕES AO OSCAR

Roteiro: Alex Garland

Efeitos visuais

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

THE CROSSOVER DO THE FLASH COM A THE SUPERGIRL!!!




por Renato Rodrigues
A interação entre heróis da DC na TV ou cinema sempre foi meu sonho dourado desde que o mundo é mundo...  E, como quem não faz, LEVA, a Marvel foi lá e fez primeiro no cinema. Agora a DC tá correndo (como um raio) atrás do preju.

A única coisa que pode ser estranha na trama deste encontro é a diferença de tempo em que os heróis destas séries estão atuando. EXPLICO: Já foi dito, em suas séries, que o Arqueiro Verde e o Flash são novidades como combatentes do crime. Antes do Flash (e de seus super inimigos), ninguém nunca viu pessoas com poderes andando ou voando por aí.

E, na série da Supermoça, ficou estabelecido que o Super-Homem já atua há pelo menos uma década. Não tem jornal nas cidade do Arqueiro e do Flash? kkk

Mas que se dane, quero ver mais esses amistosos na TV do que a Copa do Mundo do cinema (O tão falado Batman vs Superman)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Os filmes do Oscar - STAR WARS: EPISÓDIO VII - O DESPERTAR DA FORÇA (cinco indicações)


por Ricky Nobre


Quebrando o protocolo e falando de forma pessoal, eu estava devendo este texto desde que terminei a série “Contagem progressiva para Star Wars”, que você pode ler aqui no alcateia.com. Ele só sai agora, aproveitando a série “Filmes do Oscar” graças a um bug desse resenhista: Star Wars me afeta emocionalmente. Basta dizer que me empolguei até com Episódio I. Logo, eu precisava de tempo, distanciamento e, pelo menos, mais uma assistida para poder fazer uma análise mais equilibrada. Não sei se consegui, mas aí vai.

Ah, lembrando: seguindo a linha das resenhas anteriores de Star Wars, esta é absolutamente encharcada de SPOILERS! 


38 anos separam Star Wars: O Despertar da Força da estreia do primeiro filme. 32 anos do episódio anterior, o sexto. 10 anos do último filme da saga produzido. Muita água rolou debaixo dessa ponte, a começar pela venda da Lucasfilm para a Disney pela bagatela de 4 bilhões de dólares e a nomeação de Kathleen Kennedy (produtora de Spielberg por 30 anos) como sua presidente. Lucas chegou a começar a preparação para realizar o episódio VII, porém um novo casamento e um novo filho o fizeram pensar duas vezes antes de assumir um compromisso que tomaria mais alguns anos de sua vida. Ao renunciar ao controle de sua franquia, Lucas abriu uma nova era para Star Wars. J.J. Abrahams, fã declarado da série, assumiu as rédeas, inclusive descartando as ideias já desenvolvidas por Lucas para o novo episódio, que envolvia a presença quase exclusiva de novos personagens adolescentes, o que acendeu o alerta vermelho da Disney, temerosa pela antipatia do público por algo no estilo do Episódio I. Desta forma Lucas tornou-se um consultor criativo que em nada consultou e o Episódio VII tornou-se o primeiro filme de Star Wars sem participação alguma de seu criador. Para alívio de muitos fãs...


Quando Lucas viu o filme finalizado, semanas antes da estreia, sua única declaração pública foi: “Eu acho que os fãs vão amar. É bem o tipo de filme que eles estavam querendo”.

Ookaaayy...

Mais adiante, Lucas fez outras declarações, pelas quais ele acabou se desculpando, mas não vamos entrar nesse mérito. Apenas essa primeira impressão já se mostra muito expressiva e sintomática. Em poucas palavras, Lucas praticamente admite que fez seus filmes sem pensar no que os fãs gostariam de ver, e que ver isso sendo feito agora por outros talvez lhe cause certo ressentimento, pois ele não foi capaz de dizer que gostou do filme, apenas que os fãs gostariam. E sim, ele está certo. O Despertar da Força foi feito para agradar os fãs, a começar por aqueles que fizeram o filme. E assim podemos entrar em algumas questões polêmicas em relação a esse novo episódio. Apesar de possuir várias qualidades reais, o Episódio VII é uma overdose de fanservice. Pra bem e pra mal. 


Existem aqueles que foram ao cinema esperando que o trio veterano Luke, Leia e Han fossem as grandes estrelas com esses garotos novos como coadjuvantes. Mas, de fato, é o contrário, apesar de termos, na realidade, uma participação de Han Solo e Chewbacca muito maior do que o esperado. Os novos protagonistas Rey e Finn, com idades semelhantes a Luke e Leia no Episódio IV, são responsáveis pelo que há de realmente novo num episódio que se assemelha muito a um filme homenagem (como um amigo meu disse, “como Superman Returns tentou sem sucesso”). Não podemos nos esquivar de comentar a representatividade inédita que esse episódio proporcionou. O fato dos dois personagens principais serem uma mulher e um homem negro é extremamente importante e foi trabalhado com perfeição no filme. 


Finn, apesar de ter algumas cenas bem engraçadas, não é tratado como alívio cômico, como é muito comum de acontecer com personagens negros. A ideia de fazê-lo um stormtrooper que quebrou o condicionamento é sensacional e abre um olhar para as pessoas que existem por baixo das armaduras. Rey aprendeu a se virar sozinha a vida toda e demonstra real estranheza e irritação ao ser tratada como alguém que precisa de proteção (“para de me puxar pela mão” não é pra agradar feministas, é uma descrição fiel da personagem). Rey é a grande protagonista do filme, a que tem a força, a herdeira do sabre de luz dos Skywalker. 


Ambos possuem uma qualidade humana que os destaca: eles verdadeiramente se importam com os outros. Em seu isolamento e sua vida sofrida dia a dia, Rey poderia estar muito mais preocupada com a própria sobrevivência do que em resgatar um androide de um sucateiro e, posteriormente, se recusar a vendê-lo por um preço irrecusável. E, indo além, o filme propõe mais um olhar cuidadoso sobre os androides. Ao se recusar a vender um BB-8 que sequer lhe pertencia, Rey mostra real compaixão com esse grupo cuja caracterização sempre foi muito polêmica na saga. Os androides de Star Wars são inteligências artificiais que sempre mostraram emoção, medo, humor, alegria e tristeza, mas são frequentemente tratados como objetos. Ao reconhecer e respeitar a individualidade de BB-8, Rey não apenas fala em favor dos androides, mas fala também sobre si, aquela que é incapaz de vender uma máquina para garantir alguns meses de comida num deserto inóspito. 


Da mesma forma, Finn se recusa a participar de um massacre em sua primeira missão. Inicialmente, ele parece querer fugir apenas para salvar a si mesmo, mas ao conhecer pessoas fora das correntes da Primeira Ordem como Rey, Poe e Solo, ele cria laços emocionais fortíssimos com eles. Muito se fala sobre a posição na friendzone de Finn em relação a Rey, e há até quem, não satisfeito com a representatividade já promovida no filme, aposte num relacionamento entre Finn e Poe no filme seguinte. Mas não precisa ser necessariamente assim. Mais do que interessado em Rey, Finn parece realmente gostar das pessoas, sejam elas quem forem. A emoção genuína de Finn ao ver Poe vivo e a determinação total em resgatar Rey dizem muito sobre o imenso coração do personagem. 


De certa forma, polêmico também é o novo vilão Kylo Ren. Apresentado como poderosíssimo logo de início (até para tiro de blaster no ar!), o personagem parece que vai progressivamente perdendo sua imponência ameaçadora ao ser lentamente dissecado diante do público. Talvez esse seja o maior toque de brilhantismo do filme: Kylo Ren, anteriormente Ben Solo, é um vilão em construção. Ele não foi treinado por um sith. Em vez de controlar seu medo e sua raiva e usá-los a seu favor, Kylo Ren deixa o medo dominá-lo e tem acessos de raiva. Sente a “tentação da luz” (outro toque de gênio) e tem na memória do avô sua grande força e inspiração para continuar no caminho da escuridão. Os momentos de confronto entre ele e Rey são os principais motores de críticas em relação à fraqueza do vilão e a um certo excesso de autodidatismo da heroína. Tolice imaginar que a extrema habilidade de Rey com mecânica e pilotagem é excessiva para alguém sem treinamento (Anakin com 8 anos pilotando pod e fabricando androide, só pra lembrar). E sua habilidade com o sabre que nunca havia empunhado vem diretamente de sua habilidade já mostrada com o cajado. Mas daí a derrotar Kylo Ren... Mas então lembramos que ele havia sido alvejado por Chewbacca e também podemos supor que, desde que Rey revidou seu ataque mental, Kylo Ren não só estava inseguro na luta como tinha certo medo dela. Rey usando telecinese para chamar o sabre pode realmente ter sido um pouco excessivo, mas a cena valeu a pena. Quanto a Kylo Ren, ele tem grandes chances de usar tudo que lhe aconteceu e tudo que passou para voltar no próximo episódio como o grande vilão que todos esperavam. 


As acusações de que o filme é fac símile do Episódio IV não são sem fundamento. A missão de BB-8 (e que personagem maravilhoso é esse robozinho!) é a mesma de R2-D2. Perseguição e correria num planeta desértico, com fuga na Falcon e Han Solo assumindo posição de mentor a la Obi Wan. E tome referências, das mais óbvias às mais sutis. E não é só isso, tem muito mais. Mas tudo parece sempre cair na esfera do “filme-homenagem”, uma vez que os personagens novos são excelentes, os antigos fazem participações ótimas e (rufem os tambores e segurem as lágrimas) tem EXCELENTES diálogos! Sim, ele está de volta! Lawrence Kasdan, o roteirista que tornou o Episódio V o mais amado de todos veio garantir momentos inesquecíveis com diálogos carregados de humor e drama. O maior problema, e o que acaba cansando a paciência de quem não foi esperando um remake, é a Starkiller, o “planeta da morte”, que replica a arma do Império já mostrada em dois episódios. E a forma de destruí-la continua a mesma. É pedir demais do mais benevolente dos fãs... 


E é hora de falarmos de JJ. Sem conhecer bem Star Trek, ele assumiu os dois primeiros longas do semi-reboot da série clássica. Sem ter visto nenhuma das cinco séries de TV, JJ era fã de apenas um dos dez filmes para cinema, e sobre ele construiu toda a estrutura de seus dois filmes, exagerando ao máximo no segundo, beirando até um certo ridículo. Porém, conhecendo e amando Star Wars, esperava-se um resultado bem mais satisfatório. E, de certa forma, foi o que aconteceu. Abrahams rodou em película 35mm, construiu a maior quantidade de cenários possível e todas as criaturas que não precisavam ser em computação gráfica foram criadas para serem filmadas em cena, junto aos atores. Ele procurou uma espécie de magia do realismo que se via na trilogia original, na mesma vertente do novo Mad Max onde Miller filmou tudo que pode ao vivo, limitando a computação gráfica ao rigorosamente necessário. Nessa antítese da estética da trilogia prequel, onde não existiam praticamente cenas que não tivessem fundo verde, O Despertar da Força ganha em deslumbramento visual resgatando os filmes mais antigos. E a volta de John Williams, aos 83 anos, cristaliza em definitivo (como se precisasse)  absoluta essencialidade da música e do som de Williams para a estética de Star Wars. Mas a overdose de similaridades com o Episódio IV acaba lembrando o que Abrahams fez com Star Trek: Além da Escuridão ao evocar A Ira de Khan em constrangedores e pouco inteligentes excessos. Felizmente, não chega a esse ponto em Despertar da Força, mas nem por isso é desculpável. Outras duas grandes decepções são o Líder Supremo Snoke, que mais parece um vilão genérico de alguma imitação barata de Star Wars, e a Capitã Phasma, sobre a qual houve grande alarde na promoção do filme, mas que não faz absolutamente nada.


O que realmente redime Abrahams e todos os envolvidos neste Episódio VII é que a sensação final é de que o fã está diante de um sonho realizado. O Despertar da Força é construído de tal forma que é capaz de deslumbrar tanto os fãs mais “idosos” que viram os primeiros filmes no  cinema, quanto a nova geração, que vai crescer com Rey e Fin como referências de heróis numa indústria de entretenimento que é ainda esmagadoramente branca e masculina. Abrahams e Kasdan entendem que Star Wars não é ficção científica. É fantasia no espaço, é Senhor dos Anéis com tecnologia. Fantasia é o elemento principal e é isso que é explorado e celebrado, além de nos brindar com excelentes personagens que tem momentos de emoção reais e críveis, algo raro nos filmes anteriores (mas que o Episódio V tinha de sobra). Enquanto Leia, horas após a tragédia, mal parecia lembrar de ter visto seu planeta explodir diante de seus olhos no Episódio IV, a morte de Han Solo é profundamente sentida e expressada por todos, assim como a agonia constante de Kylo Ren e o belíssimo encontro de Rey com Luke, onde ela mal consegue conter a emoção ao estender-lhe o sabre. Ao respeitar e celebrar a emoção dos personagens, O Despertar da Força respeita e celebra as nossas. Nós que tanto amamos Star Wars, com todos os seus terríveis defeitos e suas deslumbrantes qualidades.


Tempos maravilhosos eu prevejo. Muito feliz com esse filme eu estou. 

INDICAÇÕES AO OSCAR
Música original: John Williams
Montagem: Maryann Brandon e Mary Jo Markey
Edição de som
Mixagem de som
Efeitos visuais
 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

FOLIA DE LIVROS!


Pra quem gosta de ler, o Carnaval é um paraíso! Então, vamos fazer algumas promoções! Começamos com essa PROMOÇÃO NA AMAZON!

Que tal aproveitar o Carnaval para tornar sua vida mais fantástica! Olha só as promoções da Amazon pelos próximos três dias, começando hoje, dia 02 de fevereiro!

TRÊS DIAS DE FOLIA E HISTÓRIAS!!!

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"Proteção e Defesa: Da limpeza ao banimento, corte o mal pela raiz!" de R$7,00 por R$1,99.

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E POR SETE DIAS, AINDA TEMOS ESSES E-BOOKS EM PROMOÇÃO!!! A promoção começou dia primeiro de fevereiro!

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"Essas coisas são incríveis! É como televisão dentro da sua cabeça!!"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

VLOG ALCATEIA #75 - EXPO GEEK 2016: UM CARNAVAL ESPECIAL PARA FÃS DE SÉRIES E QUADRINHOS



por Eddie Van Feu

Neste final de semana estivemos presentes no Expo Geek, evento de cultura pop para fãs de tudo o que nos faz felizes: séries, filmes, quadrinhos, games e RPG. E nesse mundo de fantasia, o pessoal curtiu esse Carnaval com cosplayes e bom humor! A presença do ator Carlos Villagrán no domingo agitou a galera que lotou o primeiro piso para ver o simpático ator que se  transformou em Quico para euforia geral. E ele não estava só! Seu dublador no Brasil, Nelson Machado, também estava lá, o que deu uma divertida dobradinha. Teve até bola quadrada!

Quico dublado.
Mas o Expo Geek foi mais do que uma apresentação, Ocupando os três andares do Centro de Convenções Sul América, o evento contava com sala de jogos para os aventureiros de RPG, sala de jogos para os gamemaníacos, sala de projeção de filmes e animes e auditórios (sempre lotados) com entrevistas com dubladores e youtubers.

Não é linda? Leitora minha, beijinho no ombro! :)
Estandes vendiam "geek stuff", de quadrinhos a máscaras e acessórios, incluindo material importado que enchiam os olhos dos fãs. A Livraria Cultura estava presente com um grande estande que dava destaque à saga Guerra nas Estrelas e  Guerra dos Tronos. Alías, bem ao lado tinha um Trono de Ferro, caso você quisesse se aventurar a disputar o reino de Westeros.

Sala onde todos rezavam para não dar crítico!

A música também fez parte dessa grande festa, reunindo a galera que curte dançar, seja com clipes, seja com games de dança.

Pessoal do Kingdom Games Festival presente no evento.

O evento foi muito bem organizado, contando com seguranças e staff na entrada para orientar os visitantes. Os cosplays estavam inspirados e eram democráticos. Crianças de todas as idades (inclusive com mais de 40) encarnaram personagens de séries, filmes e desenhos atuais e antigos. Em terra de fantasia, pode tudo! Não tem barreira de tempo pra ninguém, o importante é se divertir!

Wolverine Girl fatiando corações.


Até autores nacionais tiveram espaço no Expo Geek! Encontramos as autoras Bianca Carvalho e Luciane Rangel promovendo seus livros. Também encontramos a galera do Kingdom Games Festival, guerreiros, magos e aventureiros que promovem encontros de RPG ao vivo (veja o clipe do primeiro evento deles AQUI).

Da esquerda pra direita, Bianca Carvalho, Eddie Van Feu e Luciane Rangel.

Com ambiente climatizado e pertinho do metrô, com táxi na porta e no coração do Rio, o Expo Geek foi uma ótima opção para os fãs que aguardam ansiosamente a próxima edição! Nós também! ;)

O Alcateia se despede! Até a próxima edição do Expo Geek!