terça-feira, 3 de maio de 2016

GUERRA CIVIL - 7x1 DA MARVEL EM CIMA DA DC DE NOVO


Vimos ontem (Renato e Eddie, faltam os demais pra gente poder gravar um VLOG). 

Nota 9.0 aqui do amigo Renato, filme muito divertido onde o Capitão América É o Capitão América até o fim. Gostei muito da mensagem de amizade e de fidelidade que o filme passa. A motivação para o embate é verosímil e os dois lados tem pontos coerentes que te fazem pensar a respeito de liberdade e sobre o controle do Estado em cima do indivíduo em nome de uma sensação de segurança. 

E a comparação com o recente Batman Vs Superman é inevitável dada as semelhanças do tema "heróis saindo na porrada".

VEJAMOS:
Guerra Civil = O Plano do vilão fez sentido, mesmo com uma motivação meio "marromenos"BvS = O plano do vilã não existe, Luthor é só louco. 
Guerra Civil  = Cada herói ali é retrato tal qual o conhecemos.BvS =  Aquele Batman pode até ser um Batman, mas o Superman NÃO É o Superman... não adianta forçar a barra dizendo que é pra "nova geração videogame que mata primeiro e pergunta depois". Nunca será um Super-Homem! 
Guerra Civil = A Marvel ganha uma vantagem de mostrar amigos divergindo e partindo para soluções extremas (e dolorosas psicologicamente).
BvS = Eles nem se conheciam, então o conflito é só físico mesmo.. Uma luta de UFC. 
Guerra Civil = O conflito ideológico dos dois (Capitas e Stark) vai num crescente e no fim é quase inevitável. O vilão jogou com os dois o tempo todo e armou a "treta" bem armada. O caráter deles foi o que definiu o fim do conflito.
BvS = O vilão sequestrou a mãe de um deles e fez chantagem... PONTO. E a simples menção do nome "Martha" (mesmo sendo uma passagem bonitinha do filme) definiu um conflito que terminaria em mais uma execução.
Lamento me repetir, mas: 
Marvel = Ainda Maravilhosa 
DC = DCpção

domingo, 1 de maio de 2016

DOMINGO NO PARQUE - "Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman"



Domingo é dia de nostalgia aqui no ALCATEIA.COM: Nos anos 90, o homem de aço brilhava na telinha da Globo nas noites de terças e depois aos domingos. Relembre o seriado do Superman que fazia a mulherada suspirar! 


por Renato Rodrigues
Juro por Jor-el que na época (Lá em 1993) que soube que estavam fazendo um seriado do Super-Homem onde o principal foco seria a novelinha o relacionamento amoroso entre Lois Lane e Clark Kent quase engoli uma pedra de Kryptonita.

Foi puro preconceito juvenil da minha parte, mas este receio foi partilhado na época por muitos fãs do herói que ainda tinham Christopher Reeve como a perfeita encarnação do Homem de Aço. A ideia de transformar a redação do Planeta Diário numa novela das 8h chegava a fazer tremer qualquer kryptoniano, mas a audácia da produtora executiva Deborah Joy LeVine nos mostrou que dá pra conciliar o lado humano com seres mais rápidos que uma bala, trazendo pra telinha o mais famoso triângulo amoroso entre duas pessoas dos quadrinhos. Tanto que essa fórmula virou regra nos seriados super-heróicos que vieram depois (Smallville, Supergirl, Arrow e o atual Flash). 

Ao contrário do que poderia aparentar, a série se mostrou muito divertida e com tanta ação quanto os limitados orçamentos para TV permitiam. Era muito interessante ver como os anos 90 tratavam elementos do personagem com leveza e um certo “jeitinho”. Por exemplo, Clark pergunta a sua mãe se as pessoas não o reconheceriam se ele se disfarçasse apenas usando óculos. A resposta veio de uma senhora Kent bem moderninha: “Filho, com essas roupas apertadas, eu lhe asseguro que a última coisa que vão olhar é para o seu rosto!”. Já o crédito para o bordão “Vim para lutar pela verdade e justiça!” veio de uma sarcástica sugestão da própria Lois quando tenta definir a motivação do super-bem-feitor para as manchetes de jornal. Aliás, Lois Lane (a charmosa Teri Hatcher) acabou por roubar a cena diversas vezes se tornando uma atuante parceira ao invés do eterno alvo para salvamentos de última hora.

O ambiente de trabalho, assim como os personagens que cercam os dois repórteres, foi muito bem retratado. O chefe implacável e “paizão” nas horas vagas, Perry White (Lane Smith), o intrépido Jimmy Olsem (Michael Landes, depois substituído por Justin Whalin, alguns anos mais jovem como pedia o papel), a fogosa Cat Grant (Tracey Scoggins) e os Kent (Eddie Jones e K Callan) ajudavam a tornar a vida de Clark mais "gente como a gente" ao invés de alienígena solitário. 


De Metallo a Mxyzptlk, Superman enfrentou um leque de vilões figuras baseados nos quadrinhos. Mas com um deles ele não contava: Um Lex Luthor milionário, galanteador, carismático e... noivo de Lois Lane? Por pouco Clark não perdeu seu eterno amor para a lábia de seu arqui-inimigo. Eram novos tempos que pediam novos vilões. Esta caracterização cool do Luthor (John Shea) caiu como uma luva para o espírito "água com açúcar" da série.


A partir da segunda temporada, a criadora da série Deborah Joy Levine e sua equipe de roteiristas foram trocados. O novo produtor, Robert Singer, colocou o foco na aventura e no romance do casal com aquele elemento "casa-separa-casa-separa" amarrando a audiência naquela tensão sobre QUANDO os dois finalmente ficariam juntos. Hoje chamam isso de "shipar o casal", se não me engano.

Apesar desta encarnação do Super-Homem não ser unanimidade entre os fãs do herói, a série teve como principal trunfo conseguir atualizar um personagem essencialmente puro, ingênuo e quase improvável como Clark para a época, tornando-o verossímil e humano sem perder sua essência (coisa que o atual "Man of Steel" do cinema falha miseravelmente). Dean Cain (Clark Kent) conseguiu levar a tocha adiante e perpetuar o mito do Superman para toda uma geração durante os saudosos anos 90 trazendo até o público feminino para Metrópolis, coisa que os gibis e as encarnações anteriores não tiveram tanto êxito. Isso sim é um trabalho para o Super-Homem!

SUPER-CURIOSIDADES:
  • O ator Dean Cain (Dean George Tanaka) é descendente de irlandeses, galeses e japonês (seu avô paterno). 

  • No episódio “Juventude Brutal”, aparecem vilões com uma máquina que rouba a juventude das pessoas (que premissa idiota) e Jimmy Olsem acaba virando velhinho. Para fazer o idoso Jimmy chamaram para uma participação especial o ator Jack Larsen, o mesmo que interpretou Jimmy no clássico seriado Adventures of Superman de 1953.
  • Numa sitcon chamada “Living Single”, uma das personagens acha a carteira de Dean Cain na rua. Só que a Warner manda intermediários até sua casa para buscá-la, entre eles Burt Ward, (o eterno Robin). Depois, Dean em pessoa aparece para pegar seus pertences, quase matando as meninas da casa de susto. No finalzinho, Burt Ward dá dicas ao Super-Dean sobre esse lance de ser herói: “É moleza, não costuma mexer com a nossa cabeça! Mas você já usou sua visão de raio-X na Mulher Maravilha?” disse o menino coroa-prodígio.
  • A série teve diversas participações ilustres. Entre elas Robert Culp, Rachel Welch, Peter Boyle, Tony Curtis, Adam West (ele mesmo!), entre outros.
  • O casamento de Lois e Clark foi programado para coincidir com os quadrinhos tornando-se um evento na mídia.
  • Dean Cain fez uma participação em Smallville em 2007 como um vilão e atualmente é o pai adotivo da Supergirl em seu seriado 
  • Teri Hatcher além de ter feito participação no seriado do MacGyver também foi sua esposa na vida real.
Foto dos atores em 2006 (ainda dava pra fazer uma "volta" estilo NETFLIX)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

A VOVÓ SABE TUDO!

Essa tirinha do Ota Assunção, famoso pelos seus cartuns na MAD e editor de quadrinhos, traz uma referência conhecida aqui dos Lobos da Alcateia!





terça-feira, 26 de abril de 2016

DANGER MOUSE ESTÁ DE VOLTA!


por Renato Rodrigues
Esse é um dos desenhos mais legais (o obscuros da TV). Quase ninguém lembra dessa sátira animada britânica ao James Bond pois ela passou poucas vezes e nunca mais teve reprises! Mas a santa Netflix acaba de trazer dos mortos um remake da animação britânica oitentista. O lançamento da nova série esta marcada para sexta, dia 29 de abril.



A dublagem aqui na época era da Herbert e traziam Nelson Batista como protagonista e a lenda Orlando Drummond como seu assistente Penaforte.

Pra relembrar (ou conhecer) veja abaixo um episódio original de 1981.



Gente , só falta a gora a Netflix trazer de volta o Lancelot Link!!!!!!!!


PS: Minha infância foi muito estranha

segunda-feira, 25 de abril de 2016

VLOG ALCATEIA 82 - TOP 5 Filmes com visuais incríveis

Eddie Van Feu, Susana Weiss, Carolina Mylius e Renato Rodrigues contam quais foram os filmes que mais lhe impressionaram visualmente, não apenas pelos efeitos, mas pelo conjunto da obra!


quinta-feira, 21 de abril de 2016

ESCOLHA O SEU LADO!!!

O pessoal do Poltrona Pop convidou a gente pra revelar de que lado estamos na Guerra Civil (que estreia semana que vem)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Moana


Por Nanael Soubaim; cansado, em crise, mas trabalhando!

  Esta é uma história muito, mas muito antiga. Aconteceu em algum universo paralelo da Disney, nas ilhas da Polinésia, enquanto palestinos e romanos ainda se toleravam em uma paz frágil, falsa e constantemente perturbada.

  Moana era seu nome. Era uma garotinha linda, uma princesa que adolescia feliz e serelepe pelos domínios de seu povo. Vivia com seu pai, o chefe de seu povo Tui Waialiki, e sua avó. Tudo era lindo, tudo era encantado, todos eram felizes na dureza cotidiana... Ok, nem tanto, afinal ela era adolescente!

  A Avó Waialiki era o modelo de mulher para Moana. Carinhosa, sábia, gostava de contar o que sabia do folclore de seu povo, e a garota de dezesseis nos gostava de ouvir... Sim, eu sei que parece absurdo, mas naquela época nem todos tinham internet de banda larga em casa, então ouvir histórias dos mais velhos era um bom programa.

  Uma característica de Moana, herdada do pai, era o espírito aventureiro. Aprendeu e ter respeito, mas não temer nada nem ninguém. Aonde aquele grandalhão com cara de maluco, o que virou regra entre os reis da Disney, ia Moana para ganhar experiência e estreitar laços. A única rixa entre os dois (Aha, eu sabia, nenhum adolescente vive sem treta!) era a obsessão da garota em explorar o mar. Na verdade nem além dos recifes eles iam mais, e Tui não contava o motivo. Era um tabu.

Moana não compreendia por que seu povo tinha parado de se aventurar nas águas turbulentas e perigosas do Pacífico, queria ver o que havia lá fora e, não menos, queria encontrar a ilha mítica de seus antepassados, com a ajuda do deus Maui, de quem sua avó tanto falava com tanta propriedade e com que transmitia tanta serenidade... é um deus mucho loco, mano!

  Um dia, não mais do que de repente, a avó falece. Naquela efervescência hormonal e emocional a que os adolescentes estão expostos, ela dá a louca e se manda para o mar aberto. Não, Tui não deixou, mas ela foi assim mesmo. Forte, decidida e ciente de sua fé, ela não poderia encontrar obstáculos grandes demais... Se não tivesse feito a besteira de levar os amigos; leitão, Pua e um galo doente...

  Meu Deus! Pela ira de Maui! Por que raios ela levou esses três trastes? Bem, a explicação é simples e a DC poderia aprender com ela, em vez de simplesmente enfraquecer ou corromper seus heróis: A trama precisa de um ponto fraco. Se não é a heroína, e o caráter da agora princesa mais velha da Disney é sólido demais, é alguém bem próximo. E quem melhor do que três candidatos a best sellers na prateleira da seção de brinquedos licenciados? E no final, eles vão acabar ajudando, mesmo sem querer.

  Um detalhe interessante é que Moana, nas línguas polinésias, incluindo o Havai, significa "oceano". Notemos aqui o ponto nodal de toda a inspiração para a trama, ela si em busca de seus antepassados indo mar adentro, para onde seu pai a proibira de ir, sem maiores explicações.

  Sem spoilers, o enredo na verdade é uma jornada épica pelo auto conhecimento, o desbravamento da psique e o encontro da paz interior que reside dentro de cada um, mas de onde nos distanciamos na rotina maçante e às vezes padronizadora do cotidiano das responsabilidades. Lembremos, ela é uma princesa, precisa dar o exemplo, isso para uma adolescente pode ser um peso muito grande; afinal a continuação do povo dependerá dela, caramba! Ela será a líder, ela vai mediar, ela vai interceder, qualquer comunidade mais sofisticada precisa disso, gostemos ou não.

  Moana é mais uma da leva de princesas que não vão labutar discretamente, porque isso já rendeu a pecha INJUSTA de "inúteis"  e "padrão patriarcal" às clássicas. Ela é surfista, que na época era como ser ciclista ou motorista. Ela vai escancaradamente atrás do que quer e não vai se deter pelas lágrimas paternas, nem pelas próprias. O que vai ter de garota querendo aprender surfe, depois de ver o longa...

Moana e sua dubladora
  Apesar de a cinturinha de vespa já não fazer parte do repertório da Disney, não nas animações digitais, Moana é um bom exemplo de forma física perfeita, derivada de seu estilo de vida, e a cintura é bastante estreita. Uma boa inspiração para um país onde a obesidade está se tornando a regra na população.

  A previsão é de lançamento nos Estados Unidos em vinte e três de Novembro, por aqui só em cinco de Janeiro. Mas já aviso o mesmo que com Divertida Mente, é um enredo muito mais denso, profundo e rico em referências psicológicas do que a maioria do público vai notar. Aqueles que tiverem discernimento, aprenderão.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

VLOG ALCATEIA# 81- Os Livros e a Cri$e


Direto de Porto Alegre, Eddie Van Feu e Susana Weiss do blog Noites Malditas comentam os efeitos dessa crise braba que passamos no mercado editorial

sexta-feira, 15 de abril de 2016

GUERRA CIVIL vem aí.. só nos cinemas espero!

Que tal uma retrospectiva da fase 2 da Marvel?



Capitão América – Guerra Civil chegará ao Brasil no próximo dia 28 de abril.