quarta-feira, 29 de junho de 2016

SUPER-HERÓIS BRASILEIROS: A tribo

Por Gabriel Maia

A TRIBO foi um grupo de personagens que surgiu nos anos 90. Foi bela uma reunião de esforços e troca de idéias de vários autores que se somaram a Júnior Cortizo.
A Tribo é uma equipe de humanos com poderes extraordinários que são perseguidos por um vilão que os culpa por uma tragédia que aconteceu em sua vida. Inicialmente, A TRIBO, formada por pessoas normais, se unem contra um inimigo comum e são apanhados de surpresa no experimento e é o acidente que "desperta" neles e em outras pessoas poderes e habilidades latentes... O grupo inusitado é formado pelo Professor Ladislau, Puma, Pantera, Cura, Tiborg, Volt, Portal, Ultra e Lynx.
Os irmãos Perseu e Aline também fazem uma bela participação com a equipe.

Recentemente foram trabalhadas duas edições sobre a equipe, ambas as edições vieram em formato caprichado, interior em papel couché, roteiros excelentes com aventura e ação, incluindo doses de humor bem sacadas trazendo trabalhos que mostram a cara da nova hq brasileira!


terça-feira, 28 de junho de 2016

OS REIS DA PORRADA


por Antero Leivas
Muito antes do atual descerebramento do cinemão norte-americano, bem antes dos Van Dammes, Vin Diesels e outros “trogloditas”, o cinema já contava com uma dupla que se especializou em ‘dar pôrrada’. Estes precursores utilizavam a pancadaria de uma forma mais light, mais caricata e estilizada. Um recurso surreal tipo desenho animado no melhor estilo ‘inofensivo’ de Tom & Jerry ou Popeye. Refiro-me à explosiva dupla “Trinity”, ou melhor, Carlo Pedersoli e Mario Girotti, ou melhor ainda, Bud Spencer e Terence Hill.



O ‘massa bruta barbudo’ e o ‘galã trapalhão’ divertiam platéias de todas as idades que dobravam filas nas salas de exibição dos anos 60 e, principalmente, 70. Suas confusões e pancadas ‘contagiantes’ eram realizadas com um mínimo de roteiro e menos ainda de interpretação, mas esbanjando charme, simpatia e criatividade visual, tanto na coreografia das lutas como no perfeito antagonismo dos dois italianos. Nos anos 70 Hill, pelo seu tipo ‘Franco-Nerista’ de Western-Spaghetti, era bem mais popular que seu companheiro de cena. Com o tempo e a valorização da efígie do anti-herói, do tipo mais marginal e exótico, o gordo Spencer terminou por suplantar o colega.

Donos de um estilo único e originalíssimo, arte-finalizado por esforçados diretores como Steno e Bruno Corbucci, a dupla chegou, entre trabalhos solo e em conjunto, a quase 100 filmes e motivou uma ‘trezena’ de imitadores, entre eles o igualmente limitadíssimo Giuliano Gemma. Este chegou a trabalhar com o próprio Spencer em OS ANJOS TAMBÉM COMEM FEIJÃO e seguiu imitando o gênero em pequenas pérolas como O ÚLTIMO SAMURAI DO OESTE, SAFARI EXPRESS e AFRICA EXPRESS, onde dividia a cena com a gostosa da Ursula Andrews, perfeita no papel de freirinha sexy, distribuindo socos e pontapés.


Um segmento de crítica e público aponta um dado no mínimo curioso: após o êxito de ‘Trinity’, todos os filmes que o loiro Hill protagonizava davam bem menos bilheteria que os trabalhos solo de seu mastodôntico parceiro e menos ainda que os filmes da dupla, embora ele tenha se esforçado para se tornar um ator ‘sério’, chegando a contracenar com a diva européia Catherine Deneuve. De nada adiantou: o êxito só viria para Terence Hill em filmes da dupla. No início da década de 80 a Renato Aragão Produções Artísticas tentou negociar junto aos empresários dos ‘porradeiros’ uma possível produção conjunta entre Terence, Bud, e o quarteto. O máximo que conseguiram foi uma produção ítalo-brasileira para o mercado norte-americano com direito a araras, sobrenomes longos e locações pra lá de pitorescas, tais como o Maracanã, a escola de samba Beija-Flor, o Museu Nacional, etc. Isso e uma tímida participação em “Os Trapalhões” na TV - que, infelizmente, a Globo não reprisa de jeito nenhum.

Uma dupla de aventureiros enfrentando, lá do seu jeito nada convencional, um grupo de malfeitores: fosse na África, num navio pirata, num rasgado faroeste ou como policiais contemporâneos. Esse era o enredo de praticamente todos os seus filmes, com raras e chatas exceções. Terence Hill e Bud Spencer faziam parte de uma vertente do cinema passado que, se não se lançava a profundas divagações filosóficas, pelo menos não abusava da inteligência do espectador nem zombava de sua tolerância e discernimento, como o cinema de hoje faz.

Suas mais recentes produções, infelizmente, mostram-nos uma dupla cansada, decadente, menos cômica e mais tolhida, pelo peso da idade, de seus movimentos outrora alegres em brigas coreografadas que fizeram a cabeça de toda uma geração .

Deixaram saudades? Sem dúvida. Canastrões? Indubitavelmente, mas com estilo. Cinemão descerebrado? Certamente. Mas, ao contrário do cinema dos EUA de hoje, estes eram parte de um cinema descerebrado de primeira qualidade.


Curiosidades: O já saudoso bonachão Bud Spencer chegou a morar no Brasil, por um curto período, mais especificamente no Recife, onde, entre outras coisas, vivia pescando. Por isso, o gordinho domina bem nossa língua pátria. 
Bud Spencer nasceu Carlo Pedersoli a 31 de outubro de 1929 em Nápoles, Itália. Era casado e tinha 3 filhos. Adotou este pseudônimo porque alguém do estúdio onde ele fazia teste sugeriu que ‘Bud’ designava ‘grande figura’ e porque o ator é fã nº 1 do trabalho de Spencer Tracy.  
Mario Girotti foi o nome de batismo do veneziano Terence Hill, que em seu pseudônimo homenageia um escritor italiano de nome Terenzio e sua esposa, Lori Hill. Teve um filho de nome Ross Hill, que chegou a atuar com o pai nos longas DON CAMILLO e O RENEGADO. Porém, infelizmente, este veio a falecer num acidente automobilístico em 1990. 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

R.I.P. BUD SPENCER







As sessões da sábado não seriam as mesmas sem essa dupla.
Vá em paz, Bud Spencer, mas dê uma porrada de mão aberta na morte por nós!

SUPER-HERÓIS BRASILEIROS: Pétreo, o indestrutível


Por Gabriel Maia

Pétreo foi o primeiro personagem criado por Rafael Tavares.

Ele é um ser de pedra com bilhões de anos de idade que vive desde o início dos tempos tendo presenciado todos os momentos marcantes do planeta, desde a formação dos seres vivos até os dias atuais. Lutou contra a opressão alienígena e se tornou uma inspiração para os heróis posteriores do universo de Tavares.

domingo, 26 de junho de 2016

VLOG ALCATEIA #87 - Heróis da TV



Eddie Van Feu, Renato Rodrigues e Susana Weiss do blog Noites Malditas batem um papo sobre o que andam vendo na TV em matéria de Super-Heróis.

E você, o que anda vendo na telinha? Comenta aê!

sábado, 25 de junho de 2016

SUPER-HERÓIS BRASILEIROS: Capitão 7

Por Gabriel Maia

Capitão 7 é um super-herói brasileiro que, diferente da maioria dos super-heróis, foi criado para a TV Record (como série de TV) e posteriormente reformulado em gibi. Criado em 1954 por Rubem Biáfora e sendo interpretado pelo ator mineiro Ayres Campos como protagonista ficou no ar até 1966 (12 anos). O programa estreou em 24 de setembro de 1954.


O número "7" é uma clara (até demais) referência ao canal onde a emissora pode ser sintonizada em São Paulo. O personagem era inspirado em personagens da tiras de jornal e revistas em quadrinhos como Buck Rogers, Flash Gordon, Superman e Capitão Marvel.
Quando criança, Carlos foi levado por alienígenas ao Sétimo Planeta (daí sairia codinome “Capitão 7”), onde cresceu aprimorando corpo e mente, ou seja, foi nesse planeta que ele desenvolveu seus poderes.
O Capitão 7 é capaz de voar e se mover com grande velocidade. Também possui super-força e é praticamente invulnerável. Seus poderes, no entanto, funcionam completamente apenas enquanto estiver utilizando seu uniforme especial que Carlos mantém guardado em uma caixa de fósforos enquanto se mantém em sua identidade civil (sim, é sério....). Sempre que necessário, o Capitão ainda pode viajar até o Sétimo Planeta e recorrer à ajuda de seus patronos, donos de uma ciência e tecnologia muitíssimo mais avançadas do que as da Terra.
Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico, mas quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão 7.
Como não podia deixar de ser, o Capitão tinha uma namoradinha chamada Silvana, o par romântico durou e se casaram. Carlos revelou sua identidade a Silvana e até mesmo a levou até o Sétimo Planeta, onde a moça adquiriu poderes semelhantes ao do Capitão. Desde então, os dois passaram a atuar em conjunto.

Como inimigos tinha por exemplo o Caveira. Quando o bandido Cid, capturado pelo Capitão 7, tenta escapar da prisão acaba por destruir seu rosto nas cercas elétricas. Cid passa a utilizar uma máscara e assume a identidade do Caveira, que acaba virando o arqui-inimigo do herói. O Caveira foi criado por Juarez Odilon, e faz sua primeira aparição na edição número 19 da revista do Capitão 7.
O gibi do Capitão 7 teve início em 1959 pela editora Continental/Outubro. Sendo desenhado por Jayme Cortez, Júlio Shimamoto, Getúlio Delphin, Juarez Odilon, entre outros artistas. Com roteiros de Helena Fonseca, Hélio Porto e Gedeone Malagola. Durou cerca de 54 edições, até 1964.

 A diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, no gibi, ao contrário da TV que na época tinha uma tecnologia extremamente limitada, os artistas eram livres para desenhar Capitão 7, por exemplo, voando, levando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus super-poderes.
Em 2006, a Marisol S.A. lançou na revista Triplik novas HQs com o Capitão 7 tendo como roteirista e ilustrador Danyael Lopes. Capitão 7 foi ilustrado inclusive com ajuda de recursos de computação gráfica.
Os direitos autorais do personagem continuam a pertencer aos herdeiros do ator, Trasmitidos aos seus filhos por herança após o seu falecimento em 2003.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Lynda for president!





Por Nanael Soubaim

Hillary não teria chances! Trump até sumiria do retrovisor! Não haveria sequer um concorrente nas convenções de seu partido, se fosse realmente verdade. O facto é que ela talvez não tivesse estômago para os jogos políticos na vida real, ficaria muito frustrada e completamente engessada pela briga entre partidos, e também pelo fogo amigo que todos os presidentes americanos conheceram bem. Mas na ficção a história é outra!

A excepcionalmente bela e cordial Lynda Carter será presidente dos Estados Unidos, na série Supergirl. Criticada por ser considerada muito fraca, e olha que ela é prima do Superman, a introdução de uma personagem dessa magnitude, vivida por uma artista dessa envergadura, é mais uma tentativa de uma franquia salvar uma excelente idéia com execução não tão boa. Não é o primeiro e não será o último seriado com esse problema.

Imaginem quantas pessoas, de fora do círculo de super heróis, conhecem a identidade de Clark! Já Kara, coitada, deve existir até uma comunidade no facebook da ficção de gente que sabe quem é a Supergil. Aliás, até ele foi escalado para ajudar a dar credibilidade ao programa.

É válido? Sim, é válido, afinal os dois são complementos que fogem ao estereótipo de par romântico, é uma receita tradicional sem cair naquela mesmice; exceto é claro para a leva de onanistas que quer ver na telinha a encenação de suas fantasias púberes. Além de colocar a mais alta autoridade do país no pé da alienígena, com a interpretação de um rosto que sempre surpreendeu não só pela beleza, mas também pela vasta capacidade de expressões; Em tempo, foi a falta disso que tornou o filme Grace um fiasco. Nunca deveriam ter tocado no rosto de Kidman.

Mas até que ponto é válido? A isto eu respondo com até quando a DC vai tratar uma criatura extremamente poderosa como “a gatinha que voa”? Não sei se notaram, mas praticamente o que separa Kara de Kal-El é a experiência. Se levar em consideração o cérebro de um ser que viaja próximo à velocidade da luz, e por isso JAMAIS deveria ser pego de surpresa por coisa alguma, ele tem o equivalente a alguns séculos de experiência a mais do que a prima.

E Lynda? Bem, desde os anos 1970 que a popularidade da Diana definitiva não é tão alta. Não é só uma vovó que faz muita moça passar vergonha, ela é tão repleta de conteúdo e é uma actriz tão experiente, que o risco de o tiro sair pela culatra é grande, porque os mais atentos vão perceber a diferença de desempenho na interpretação das personagens. Por outro lado, a diva pode bem ter o ímpeto de passar seu cabedal par a jovem Melissa Bernoist, o que talvez convença os picaretas da DC a respeitar um pouco mais a inteligência de seus fãs, enquanto ainda o são, começando por dar mais relevância a uma personagem tão rica. Kara chorar vez ou outra no colo da presidente, ao fim do episódio, seria algo muito bom para a personagem. São uma garota fora dos padrões e uma mulher experiente.

Quanto ao aparente apoio da empresa à candidatura democrata, aqui o que reluz é mesmo ouro. Lá não é crime ter opinião.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

TEMA DAS CAÇA-FANTASMAS

por Renato Rodrigues
Cumprindo minha cota semanal...  segue o tema (eu não conheço a banda, mas vocês devem conhecer), uma releitura do tema original.



Ficou legal. Espero que renda um clipe bacana como o de 84 que tinha várias participações especiais:

terça-feira, 21 de junho de 2016

UM MORTO MUITO LOUCO NO CINEMA

por Renato Rodrigues
Deu no jornal: Um tiozinho de 65 anos sofreu um infarto num cinema, na Índia, enquanto assistia ao filme de terror "Invocação do mal 2". A notícia já seria macabra se parasse por aí, mas ela piora. O coroa, que assistia no filme no impronunciável cinema Sri Balasubramaniar, foi levado para o hospital, onde já chegou morto.

Lá, a equipe médica pediu que o acompanhante do homem o levasse ao hospital da Faculdade Médica do Governo, onde seria feita a necropsia. Os dois, no entanto, sumiram... desapareceram... se escafederam... se pirulitaram do mundo!

Minha teoria é... foram terminar de ver o filme. Qual a sua?